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Percentual de empresas da construção civil afetadas pelo alto custo dos insumos caiu, aponta levantamento
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Percentual de empresas da construção civil afetadas pelo alto custo dos insumos caiu, aponta levantamento

Fev 16 2022

O alto custo dos insumos e a falta de matérias-primas são os principais problemas enfrentados pelo setor da construção civil desde 2020. Entretanto, o ritmo de aumento desses custos vem desacelerando.

É o que apontam os dados da Sondagem Indústria da Construção, levantados pela Confederação Nacional da Indústria (CNI). De acordo com o levantamento, a alta dos preços afetou 41,3% das empresas no quarto trimestre de 2021. Porém, o percentual de empresas afetadas neste período apresentou queda de 9,8% em comparação com o que foi registrado no primeiro trimestre de 2021. 

Apesar das boas notícias, empresários da construção civil ainda se mostram preocupados com o aperto da política monetária e com a alta na taxa de juros. Este último problema atingiu 21,3% das empresas no quarto trimestre de 2021. Outros problemas enfrentados pelo setor são a elevada carga tributária e a burocracia excessiva, que impactaram, respectivamente, 28% e 22,2% das empresas no mesmo período.

Ainda segundo o levantamento, o nível de atividade e de abertura de empregos no setor é o melhor em dez anos, apesar dos recuos típicos que costumam acontecer nos últimos meses do ano. De acordo com a pesquisa, o índice de atividade atingiu 48,2 pontos, abaixo da linha divisória dos 50 pontos, número que separa aumento de queda do nível de atividade. Já o índice do número de empregados ficou em 48,6 pontos.

Nível de otimismo com o setor da construção civil permanece alto

A Utilização da Capacidade Operacional (UCO) se manteve em 66% pelo terceiro mês consecutivo. De acordo com a pesquisa, essa porcentagem mostra que a UCO está elevada. Já o Índice de Confiança do Empresário (ICEI) da Indústria da Construção atingiu 55,8 pontos em janeiro de 2022. Isso demonstra otimismo frente ao setor, uma vez que pontuações acima de 50 indicam confiança. Todavia, o índice apresentou queda em comparação a janeiro de 2020, quando a pontuação era de 64, indicando que o nível de confiança não recuperou o otimismo apresentado antes da pandemia.

A expectativa segue positiva para os próximos meses do ano. De acordo com o levantamento, o setor espera alto nível de atividade, de compra de insumos, do número de novos empreendimentos e serviços e do número de trabalhadores. A intenção de investir chegou a 44,8 pontos em janeiro de 2022.  Isso mostrou um avanço de 3,2 pontos quando comparado a dezembro de 2021. Esse valor é elevado quando comparado com a média histórica - e é a maior pontuação desde 2014.

Para chegar a esses resultados, a Sondagem Indústria da Construção teve como perfil de amostra 434 empresas, sendo 165 de pequeno porte, 183 de médio porte e 86 de grande porte. O período de coleta aconteceu entre os dias 3 e 14 de janeiro de 2022. A pesquisa foi divulgada no dia 24 de janeiro. Ela é realizada mensalmente pela CNI e conta com o apoio da Câmara Brasileira de Indústria da Construção (CBIC). Para ter acesso à pesquisa completa, clique aqui. 

 

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