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ABEG Explica: O que é sondagem SPT

A sondagem SPT é um ensaio de campo que perfura o terreno, coleta amostras de solo e mede a resistência das camadas à penetração de um amostrador padronizado. A sigla vem do inglês Standard Penetration Test, ou ensaio de penetração padrão.

É a investigação geotécnica mais comum nas obras brasileiras e, em muitos casos, o ponto de partida do projeto de fundações. Antes de decidir que tipo de estaca usar, ou se uma fundação rasa resolve, é preciso saber o que existe embaixo do terreno.

A execução segue a norma ABNT NBR 6484.

Como funciona

O ensaio avança metro a metro, alternando perfuração e medição.

  • Perfuração. Um furo de pequeno diâmetro é aberto no terreno, inicialmente com trado manual. Quando o trado não avança mais, ou abaixo do nível d’água, a perfuração costuma continuar por circulação de água, que desagrega o solo e o leva para fora do furo.
  • Cravação do amostrador. Em intervalos regulares de profundidade, a perfuração é interrompida e um amostrador padronizado, um tubo de aço preso a hastes, é cravado no fundo do furo. A cravação é feita por um martelo de peso padronizado, solto em queda livre de uma altura também padronizada.
  • Contagem de golpes. A equipe conta quantos golpes são necessários para o amostrador penetrar trechos definidos do solo. Quanto mais golpes, mais resistente ou compacta é a camada.
  • Coleta de amostras. O solo que fica dentro do amostrador é retirado, descrito e guardado. Essas amostras permitem identificar o tipo de solo de cada camada.
  • Nível d’água. Durante a sondagem, a equipe registra a profundidade em que a água aparece no furo e volta a medi-la depois, quando o nível se estabiliza.

O processo se repete até a profundidade prevista na programação ou até o terreno oferecer resistência que impeça o avanço do ensaio.

O que o ensaio entrega

O principal resultado é o índice de resistência à penetração, conhecido como N ou NSPT: o número de golpes necessário para cravar os 30 centímetros finais do amostrador, em cada profundidade ensaiada.

Os dados de cada furo são reunidos num perfil de sondagem, também chamado de boletim. Ele mostra, ao longo da profundidade, as camadas de solo identificadas, o valor de N em cada metro ensaiado e a posição do nível d’água.

Com vários furos distribuídos pelo terreno, o engenheiro consegue montar uma visão do subsolo da área da obra.

Vantagens

  • Simplicidade e custo. O equipamento é simples e de baixo custo, o que torna o ensaio acessível mesmo em obras de pequeno porte.
  • Amostra e medida no mesmo ensaio. A sondagem SPT identifica o tipo de solo e, ao mesmo tempo, dá uma medida de sua resistência.
  • Experiência acumulada. Por ser usado há décadas, o ensaio conta com uma grande base de dados e com métodos de cálculo de fundações baseados no índice N, amplamente usados no país.
  • Informação sobre a água. O registro do nível d’água ajuda a planejar escavações e a escolher a técnica de fundação.

Limitações

  • Rocha e matacões. A sondagem SPT não é feita para atravessar rocha. Quando o amostrador encontra rocha ou blocos de rocha (matacões), o avanço pode ser interrompido, e a investigação pode precisar de complemento, como a sondagem rotativa.
  • Amostras deformadas. O solo coletado é alterado pela cravação. Serve para identificar o material, mas não para ensaios de laboratório que exigem amostras preservadas.
  • Sensibilidade à execução. O resultado depende do equipamento e do cuidado da equipe. Diferenças de procedimento podem alterar a contagem de golpes, por isso a padronização é tão importante.
  • Informação pontual. Cada furo mostra o subsolo apenas naquele ponto. O que existe entre um furo e outro é interpretado pelo engenheiro.
  • Solos muito moles. Em argilas muito moles, o número de golpes pode ser muito baixo, até nulo. Para estudar esses solos em detalhe, costumam ser usados ensaios complementares, como o ensaio de palheta e o piezocone.

O papel do projetista geotécnico

A sondagem é executada em campo por empresas especializadas, mas a investigação começa antes, no projeto. O projetista geotécnico participa da programação das sondagens, que define quantos furos fazer, onde e até que profundidade, de acordo com o porte da obra e as características do terreno. A programação de sondagens para fundações de edifícios é tratada na norma ABNT NBR 8036.

Com os perfis em mãos, o projetista interpreta os resultados, monta o modelo do subsolo e avalia se é preciso complementar a investigação com outros ensaios. É com base nessa leitura que ele escolhe o tipo de fundação e estima a capacidade de carga das estacas ou sapatas, seguindo a ABNT NBR 6122.

Uma sondagem bem programada e bem executada reduz incertezas. Uma investigação insuficiente pode levar a fundações superdimensionadas, mais caras do que o necessário, ou a problemas durante e depois da obra.

Out 27 2026

ABEG Explica: O que é estaca hélice contínua

A ABEG inicia uma série de matérias explicativas sobre soluções e conceitos da engenharia geotécnica. O objetivo é apresentar, em linguagem acessível, técnicas que fazem parte do dia a dia das obras e mostrar o papel do projeto em cada uma delas.

A primeira matéria trata da estaca hélice contínua.


Perfuratriz com trado helicoidal contínuo, equipamento usado na execução de estacas hélice contínua. Crédito: iStock

 

A estaca hélice contínua é uma estaca de concreto moldada no próprio terreno, escavada por um trado em forma de hélice e concretada à medida que o trado é retirado. É hoje uma das soluções de fundação profunda mais usadas em edifícios nas cidades brasileiras.

O motivo é uma combinação rara: executa muitos metros por dia, gera pouca vibração nas construções vizinhas e funciona abaixo do lençol freático. Chegou ao Brasil no fim dos anos 1980 e se difundiu nas décadas seguintes.

Apesar do nome parecido, ela não deve ser confundida com a estaca helicoidal, que é metálica e fica no solo depois de instalada. Na hélice contínua, o aço da hélice faz parte apenas do equipamento de perfuração.

Como funciona

A execução acontece em três etapas, sem interrupção entre elas.

  1. Perfuração. Uma máquina gira um trado helicoidal contínuo, com um tubo central oco, e o introduz no solo até a profundidade definida em projeto. O solo fica preso nas pás da hélice, que sustentam as paredes do furo.
  2. Concretagem. O concreto é bombeado pelo tubo central e sai pela ponta do trado. Ao mesmo tempo, o trado é retirado do terreno, levando o solo para fora. A pressão do concreto ocupa o espaço deixado pelo trado e mantém o furo estável.
  3. Armadura. Com o concreto ainda fresco, a armadura de aço é introduzida na estaca.

Como o furo nunca fica aberto e vazio, a estaca dispensa revestimento metálico e lama bentonítica, recursos usados em outros tipos de estaca escavada para conter as paredes.

Por que "monitorada"

O nome completo da técnica é estaca hélice contínua monitorada. Durante a execução, sensores ligados a um computador na máquina registram dados como a profundidade, o torque, a velocidade de rotação e de avanço do trado, a pressão do concreto e o volume bombeado.

Cada estaca gera um relatório próprio. Esses registros não substituem a avaliação técnica: são informações que os engenheiros interpretam para acompanhar a execução e identificar eventuais anomalias.

Vantagens

  • Baixa vibração e pouco ruído. Como não depende de golpes, a hélice contínua não gera as vibrações típicas das estacas cravadas, o que reduz o risco de danos a prédios vizinhos e o incômodo à população.
  • Alta produtividade. Uma única máquina executa várias estacas por dia, o que encurta o cronograma da fundação.
  • Funciona abaixo do lençol freático. A pressão do concreto impede que a água e o solo invadam o furo.
  • Execução registrada. O monitoramento eletrônico deixa um histórico de cada estaca, útil para a fiscalização e para eventuais análises futuras.

Limitações

  • Rocha e matacões. A presença de rocha ou de blocos de rocha (matacões) no subsolo pode impedir que o trado chegue à profundidade prevista.
  • Exige concreto usinado. O concreto é bombeado pelo tubo central do trado, e o fornecimento precisa ser bem programado.
  • Máquina de grande porte. O equipamento precisa de terreno plano, firme e com espaço para se movimentar, o que pesa em terrenos pequenos ou de acesso difícil.
  • Custo de mobilização. Levar e montar o equipamento na obra tem custo relevante, que costuma se justificar a partir de um número mínimo de estacas.
  • Armadura colocada depois. Como o aço entra com o concreto já lançado, armaduras longas exigem cuidados adicionais na execução.

O papel do projetista geotécnico

A escolha da hélice contínua começa antes da máquina chegar à obra. É o projetista geotécnico quem interpreta as sondagens, verifica se o subsolo comporta a técnica e define diâmetro, comprimento e capacidade de carga de cada estaca, seguindo a norma de fundações, a ABNT NBR 6122.

Durante a obra, o projetista analisa os relatórios de monitoramento e os ensaios de carga para confirmar que as estacas se comportam como previsto. Quando algo foge do esperado, cabe a ele ajustar a solução.

Um exemplo recente: um dos projetos vencedores do Prêmio ABEG Sigmundo Golombek 2025, da EMBRE Engenharia, em Brasília, usou 550 estacas hélice contínua. As profundidades foram definidas com modelos 3D do subsolo e controladas durante a execução pela energia de perfuração de cada estaca. Leia a matéria.

Out 09 2026

Geotecnia Brasil promove 4º Encontro de Engenharia Geotécnica, com apoio da ABEG

A ABEG apoia o 4º Encontro de Engenharia Geotécnica, ciclo de palestras "Fundações e Contenções: Projetos, Monitoramento e Intervenções em Casos de Obra", evento gratuito promovido pela Geotecnia Brasil. O encontro acontece no dia 11 de novembro, das 16h às 19h30, na Universidade Presbiteriana Mackenzie, Campus Campinas (SP).

O encontro reúne profissionais de reconhecida experiência para discutir soluções, desafios e aprendizados em fundações e contenções a partir de casos reais de obra, promovendo uma tarde de atualização técnica e troca de experiências entre profissionais, pesquisadores, professores, estudantes e empresas do setor.

Entre os destaques da programação estão as participações de Carlos Medeiros, da EMBRE Engenharia, e Frederico Falconi, da ZF & Engenheiros Associados), ambos agraciados nas edições mais recentes do Prêmio ABEG. Medeiros apresentará o desempenho geotécnico do Complexo Hospitalar CNC, abordando projeto, instrumentação e monitoramento da obra, enquanto Falconi trará as soluções de contenções, fundações especiais e interação com o Metrô empregadas nas obras do Complexo do Pacaembu.

 Frederico Falconi (esquerda) e Carlos Medeiros (direita) receberam o Prêmio ABEG Sigmundo Golombek 2025

A programação conta ainda com palestras de Anna Laura Nunes sobre queda de blocos rochosos, e George Telles, que abordará desafios em solo grampeado. Além da 2ª edição do Prêmio Waldemar Hachich, que reconhece profissionais que contribuem para o fortalecimento da engenharia geotécnica brasileira.

 Mais informações e inscrições em: https://eventiza.com.br/evento/fundacoes-e-contencoes-projetos-monitoramento-e-intervencoes-em-casos-de-obra

Set 16 2026

Frederico Falconi, da ZF & Engenheiros Associados, apresenta um dos projetos vencedores do Prêmio ABEG 2025

A ZF & Engenheiros Associados é uma das vencedoras do Prêmio ABEG Sigmundo Golombek 2025 com o projeto de reforço de fundações para o retrofit do Hotel Marina Palace, na Avenida Delfim Moreira, no Leblon, Rio de Janeiro. Assista à apresentação de Frederico Falconi:

 

Fundada em 1982, a ZF atua em projetos de fundações e contenções e conta com 22 engenheiros, entre mestres, doutores e especialistas. O engenheiro Frederico Falconi, diretor da empresa, descreve a trajetória da ZF como marcada pela busca de soluções adaptadas a cada obra. "Cada obra representa um desafio", diz Falconi. "Temos que pensar em soluções diferentes para buscar segurança, desempenho e custo vantajoso para o cliente."

O desafio do Marina Palace

O Hotel Marina Palace foi construído na década de 1970 e ficou sem uso por um longo período antes de um processo de retrofit ser iniciado. O edifício, com 26 pavimentos e dois subsolos, apresentava deterioração estrutural significativa, e as intervenções previstas no retrofit exigiam um reforço de fundações que não comprometesse o edifício nem as construções vizinhas.

A solução desenvolvida pela ZF combinava tratamento do solo com um novo radier de fundação executado a partir do interior do prédio, sem necessidade de rebaixamento do lençol freático. Chegar a essa resposta, porém, exigiu contornar um problema geométrico considerável: cada intervenção precisava desviar da estrutura existente nos subsolos. "Foi um mês só fazendo zigue-zague para poder chegar", descreveu Falconi.

O projeto contou com a colaboração do engenheiro Augusto Pedreira de Freitas no projeto de recuperação estrutural e do engenheiro Ibsen Puleo como verificador independente, além do engenheiro Jefferson Azeredo e da empresa Carmona Engenharia.

Para Falconi, um dos desafios do projeto foi apresentar uma solução incomum a interlocutores que não eram especialistas em fundações. A tarefa foi facilitada pelo envolvimento prévio dos calculistas estruturais, que já haviam estudado o problema sem encontrar resposta, e reconheceram na proposta da ZF uma saída viável.

O Hotel Marina Palace ainda não está em operação. A fundação foi concluída em 2024 e o empreendimento foi adquirido por uma nova empresa. Falconi projeta um desfecho à altura do trabalho realizado: "Tenho certeza que esse será o melhor hotel do Rio".

Jun 22 2026

Palestra gratuita: ensaios e equipamentos para fundações profundas

A ABEG apoia a realização de uma palestra sobre ensaios e equipamentos para fundações profundas, promovida pelo curso de Fundações e Geotecnia da Universidade Mauá.

A apresentação acontece na sexta-feira, 22/05, às 19h, com o engenheiro Mohamad Hussein, diretor executivo de relações internacionais da PDI – Pile Dynamics Inc. (Cleveland, Ohio). Com mais de 30 anos de experiência na empresa e participação em mais de 1.000 projetos de fundações nos EUA e em 20 países, Mohamad Hussein é referência internacional no tema.

A mediação será feita pelo engenheiro Rafael Valverde, representante da PDI no Brasil. 

A transmissão é ao vivo, com participação livre pelo link: https://teams.microsoft.com/meet/25148756331758?p=KXlhKfx6ugCjx3bWtO

 

Mai 21 2026

Embre Engenharia apresenta um dos projetos vencedores do Prêmio ABEG 2025. Assista à entrevista de Carlos Medeiros

A ABEG concedeu, em 2025, o Prêmio Sigmundo Golombeck a EMBRE Engenharia e a ZF & Engenheiros Associados em reconhecimento à excelência técnica de seus projetos. O diretor técnico da EMBRE, Carlos Medeiros, apresentou os detalhes do empreendimento em entrevista à ABEG. Assista ao vídeo abaixo. 

O projeto refere-se a um complexo hoteleiro da Confederação Nacional do Comércio (CNC), em Brasília-DF. Para implantação do empreendimento foram realizadas   escavações na icônica argila porosa colapsível, característica do solo superficial da cidade.  A vizinhança imediata de dois hospitais com bunkers de ressonância magnética, equipamentos com tolerância quanto as distorções angulares de 1:1000, impôs restrições rigorosas a todo o processo executivo e motivou um extenso programa de monitoramento, com inclinômetros e geofones de baixa frequência instalados ao longo da obra.

Entre as soluções adotadas, destaca-se a contenção em dupla fileira de estacas, com a adoção de apenas uma linha de tirante, a solução convencional demandaria três ou quatro. A medida resultou em redução de custos e de aproximadamente seis meses no prazo de execução. 

As 550 estacas hélices contínuas das fundações, implantadas em  ardósia dobrada, tiveram  suas cotas de assentamento definidas por meio de modelos 3D baseados em sondagens de campo e ensaios geofísicos. Cotas que foram controladas e verificadas durante a execução das estacas por energia de instalação, método que foi objeto da tese de doutorado de Medeiros. O método correlaciona a energia demandada na perfuração com a capacidade de carga de cada elemento de fundação.

O desempenho final confirmou a eficácia das soluções: recalques máximos de 15 mm e distorções angulares entre 1:800 e 1:1000. A obra também contou com a colaboração de professores e pesquisadores da Universidade de Brasília nas modelagens numéricas, nas inclinometrias e no monitoramento sísmico, parceria que Carlos Medeiros destacou como fundamental para a trajetória da empresa ao longo de seus 39 anos de atuação.

Mai 15 2026

ABEG apoia evento sobre Geofísica Aplicada à Geotecnia, promovido pela ABMS-SP

A ABEG apoia a realização do evento "Geofísica Aplicada à Geotecnia", promovido pelo Núcleo Regional São Paulo da Associação Brasileira de Mecânica dos Solos e Engenharia Geotécnica (ABMS). A programação está prevista para o dia 5 de maio de 2026 e reúne minicurso, demonstração prática em campo e ciclo de palestras gratuitas com especialistas de referência na área.

 

Com formato híbrido, o evento é uma oportunidade valiosa para engenheiros, geólogos e demais profissionais das áreas de geotecnia e geofísica aprofundarem seus conhecimentos sobre métodos geofísicos aplicados à investigação do subsolo e à engenharia civil.

 

Manhã: minicurso e demonstração prática

O período matutino será dedicado ao minicurso "Ensaios Geofísicos para Engenharia Geotécnica", ministrado por Otávio Coaracy Brasil Gandolfo, pesquisador do Instituto de Pesquisas Tecnológicas do Estado de São Paulo (IPT). 

 

Com ampla trajetória na área, Gandolfo conduzirá os participantes pelos fundamentos e aplicações práticas dos principais métodos geofísicos em investigações geotécnicas. Em seguida, uma demonstração prática de ensaios sísmicos em campo complementará a formação teórica.

 

Tarde: ciclo de palestras gratuitas

No período da tarde, três engenheiros de referência apresentarão seus trabalhos em um ciclo de palestras abertas ao público:

 

"Uso dos ensaios sísmicos, magnetométricos e eletromagnéticos na avaliação de fundações", por Tiago de Jesus Souza;

"O uso dos ensaios geofísicos e dos modelos tridimensionais na mitigação dos riscos geotécnicos", por Carlos Medeiros;

"Além da sondagem: como a geofísica otimiza projetos e diagnósticos na engenharia civil (estudos de caso)", por Adriano Marchioreto.


A programação será encerrada com uma mesa-redonda para discussão dos temas abordados ao longo do dia.

As inscrições devem ser realizadas pelo link: https://www.sympla.com.br/evento/geofisica-aplicada-a-geotecnia/3372246

Abr 14 2026

ABEG entregou Prêmio Sigmundo Golombek 2025 e destacou a excelência da engenharia geotécnica. Assista à cerimônia

A entrega do Prêmio ABEG Sigmundo Golombek de 2025 foi realizada, em São Paulo, nesta quinta-feira (19/3), sob a liderança do presidente da Associação, José Luiz de Paula Eduardo, em um almoço de confraternização. O encontro reuniu mais de 30 representantes de empresas associadas e convidados especiais, como Gilberto Manzalli, presidente da ABEF (Associação Brasileira de Empresas de Engenharia de Fundações e Geotecnia)

O presidente da ABEG convidou o engenheiro e consultor Milton Golombek para fazer a entrega do Prêmio para o engenheiro Frederico Falconi, representando a vencedora ZF & Engenheiros Associados. Coube ao engenheiro Ivan Grandis fazer a entrega do Prêmio à outra vencedora, a EMBRE Engenharia Geotécnica, que foi representada pelo engenheiro Carlos Medeiros Silva.

O Prêmio reconhece projetos de fundações e contenções que se destacam pela inovação, pela superação de desafios técnicos e pela excelência na execução.

Foi um momento de confraternização e valorização da engenharia brasileira. A ABEG agradece a todos que estiveram presentes. 

Assista à cerimônia de entrega:

Mar 20 2026

Instituto Mauá de Tecnologia abre matrículas para curso de pós-graduação em Fundações e Geotecnia

A Mauá - Instituto Mauá de Tecnologia está com matrículas abertas para o curso de especialização em nível de pós-graduação em Fundações e Geotecnia para Obras Imobiliárias.

 

O curso tem como objetivo aprofundar conhecimentos técnicos voltados à concepção, análise e prática de projetos de fundações aplicados a obras imobiliárias, reunindo conteúdo atualizado e alinhado às demandas do mercado.

 

As matrículas para o primeiro módulo seguem abertas até o dia 28 de fevereiro de 2026. As aulas terão início em 6 de março de 2026.

 

O primeiro módulo, intitulado “Geotecnia e Concepção de Projeto de Fundações”, apresenta fundamentos geotécnicos aplicados ao desenvolvimento de soluções de fundação, abordando critérios de projeto, análise de solo, interação solo-estrutura e aspectos práticos essenciais para a tomada de decisão técnica. O curso conta com acompanhamento de ensaios em campo.

 

Mais informações sobre o conteúdo programático podem ser consultadas no site da Mauá: https://maua.br/pos-graduacao/atualizacao-120h/geotecnia-e-concepcao-de-projeto-de-fundacoes 

 

A iniciativa reforça a aproximação entre a academia e o setor produtivo, ampliando o acesso à capacitação técnica de alto nível para profissionais que atuam na área de fundações e geotecnia.

Fev 25 2026

ABEG lamenta o falecimento de Jarbas Milititsky, um grande nome da geotecnia nacional

Com profundo pesar, a Diretoria e os associados da Associação Brasileira de Empresas de Projetos e Consultoria em Engenharia Geotécnica (ABEG) lamentam o falecimento do engenheiro Jarbas Milititsky, ex-presidente da ABMS e uma das mais notáveis referências da Geotecnia brasileira.

Jarbas contribuiu de forma marcante para a consolidação institucional da engenharia geotécnica no Brasil e para a aproximação entre a academia e o setor empresarial. Sua liderança, visão estratégica e dedicação permanente deixaram um legado que seguirá inspirando profissionais, empresas e entidades do nosso setor.

A ABEG manifesta sua solidariedade aos familiares, amigos e colegas neste momento de grande tristeza, rendendo homenagem à trajetória exemplar de um engenheiro que ajudou a construir e fortalecer a Geotecnia em nosso país.

Fev 20 2026