strada

strada

O vice-presidente da ABEG e diretor da Apoio, José Luiz de Paula Eduardo, será o palestrante da próxima live realizada pelo Núcleo São Paulo da ABMS (Associação Brasileira de Mecânica dos Solos e Engenharia Geotécnica). Neste dia, José Luiz irá abordar o tema Projeto de fundação de um edifício residencial sobre a Linha 4 do Metrô de São Paulo”. O encontro acontecerá no dia 9/6, às 18h, ao vivo no Canal ABMS – acesse aqui.

  

Vencedor do Prêmio ABEG Sigmundo Golombek

 O tema da palestra faz referência ao projeto vencedor da segunda edição do Prêmio ABEG Sigmundo Golombek, conquistado pela Apoio (leia aqui a reportagem completa). A apresentação tem como objetivo compartilhar com a comunidade técnica as experiências da Apoio com esse projeto desafiador.

 José Luiz de Paula Eduardo é formado em engenharia civil pela Universidade Mackenzie e é professor do curso de Pós-Graduação no Instituto Mauá. Além do Prêmio ABEG Sigmundo Golombek, José Luiz de Paula Eduardo também foi ganhador do Prêmio ABEF 2019 na categoria Personalidade Destaque.

(Imagem: Weedezign/iStock.com)

 

A Gebase é uma consultoria especializada em projetar fundações e contenções, terraplanagem e drenagem. Ela também analisa projetos de fundações desenvolvidos por outros profissionais. Fundada em 2006 e com sede em Campinas (SP), a empresa atende o mercado imobiliário, projetando também para obras industriais, galpões e condomínios em várias regiões do país. 

O início da empresa está diretamente vinculado à trajetória do engenheiro Gentil Miranda Jr., fundador e diretor da Gebase. Ele trabalhou antes na Consultrix e na Apoio, empresas pioneiras nesse segmento, ganhando experiência profissional. Em 1995, ele deixa São Paulo e muda-se para Campinas, onde mais tarde forma parceria com o engenheiro Valter Frederico. “Fiquei em Campinas ajudando a desenvolver o mercado de consultoria de fundações, porque aqui não havia esse tipo de profissional”, conta Gentil Miranda. “Até que, em 2006, abri a Gebase”.

Segundo o engenheiro, o diferencial da Gebase é dar atenção especial a todas as necessidades do cliente. Além de buscar ser ágil quanto ao prazo indicado pelo cliente e às necessidades durante a execução da obra, a consultoria estuda diversas opções de projeto com o objetivo de oferecer o melhor custo-benefício possível. 

Em mais de 15 anos de atuação, a empresa já realizou milhares de projetos. De acordo com Gentil Miranda, uma das obras mais marcantes realizadas pela Gebase foi o projeto “Minha Casa, Minha Vida” em Indaiatuba (SP), uma obra com oito condomínios e mais de 130 blocos.  O projeto tinha desafios de cunho econômico e, para contornar a situação, a empresa conseguiu uma otimização dos custos das fundações por meio de provas de carga estáticas realizadas antes da elaboração do projeto executivo em cada condomínio e acompanhamento de cada fase da execução. “O resultado foi muito bem resolvido tecnicamente, economicamente e de forma segura”, declara.

 

 Mercado na pandemia

Durante a pandemia, Gentil afirma que houve um crescimento do trabalho e dos projetos da Gebase. Fatores macroeconômicos ajudaram esse setor durante os dois últimos anos. “A taxa de juros permaneceu baixa e houve um aumento na oferta de crédito imobiliário”, lembra. Além disso, o setor foi considerado serviço essencial durante a pandemia, o que foi fundamental para a realização das obras.

Em relação às perspectivas econômicas para o futuro das empresas do ramo, Gentil vê o mercado com otimismo. As propostas de trabalho aumentaram em comparação aos últimos anos e ele acredita que a estabilidade da economia ao longo desse período tem contribuído com essa perspectiva de crescimento.

 

  Valorização das empresas de projetos

Gentil lembra que os projetos de fundações e contenções são fundamentais para os empreendimentos. “Quando as pessoas avistam um prédio, costumam olhar apenas a parte externa, o que fica acima do solo, e não dão importância para o que está escondido, as fundações”, pontua. “E são as fundações que garantem a solidez de todo o empreendimento”, explica o diretor. 

Apesar dos desafios existentes, ele percebe que houve um movimento de valorização dos serviços oferecidos por empresas como a Gebase. “A ABEG tem, nesse sentido, um papel importante pelo fato de aproximar empresas que, sem isso, estariam isoladas”, relata o empresário. “É fundamental que possamos desenvolver um companheirismo sadio para que nossos serviços sejam valorizados e devidamente pagos”, declara.

Ele relembra ainda que os custos desse setor são expressivos, os engenheiros são especializados em geotecnia não são comuns no mercado e há um trabalho de anos para formar esses profissionais. Por isso, na avaliação dele, é importante lutar para manter os preços justos para o setor e fazer um trabalho de acordo com o que recomenda a boa engenharia e de acordo com a demanda dos clientes por qualidade e segurança.

 

A Dýnamis Engenharia Geotécnica, associada à ABEG, possui um perfil diferente das empresas de projetos geotécnicos e consultoria. Além de prestar serviços para obras de terra, tais como investigação geológico-geotécnica, sondagens nas suas diversas modalidades, amostragem de solos, ensaios de campo e laboratório, consultoria e elaboração de projetos de fundação, a Dýnamis tem outro importante foco: o de capacitar profissionais e formar novos empreendedores na área geotécnica.

Segundo o engenheiro Mauro Lozano, fundador e responsável técnico da empresa, o objetivo da Academia Dýnamis é compartilhar o conhecimento técnico acumulado em 43 anos de atividade e, através dos cursos online da Academia Dýnamis, criar “novos concorrentes”, conforme afirma Lozano. 

 

Cursos para novos empreendedores

Além dos anos prestando consultoria geotécnica, Lozano também tem experiência acadêmica. Enquanto atuava no mercado, foi professor na Universidade Presbiteriana Mackenzie por duas décadas. 

Em 1988 fundou a Dýnamis e trouxe para a empresa sua experiência como professor, somada à sua vivência no mercado de consultoria geotécnica, que são aplicadas agora para capacitar novos empreendedores. “Sempre foi uma paixão ensinar a outros”, declara Lozano. “Agora quero ensiná-los a serem empreendedores geotécnicos”.

Os cursos da Academia Dýnamis são embasados em um conceito chamado de Conhecimento Trino. Segundo Lozano, o Conhecimento Trino une o conhecimento da academia e seus aspectos teóricos, a vivência de mercado e as experiências práticas, e a intuição e o bom senso – sendo estes últimos os aspectos mais importantes.

“Esse conceito foi inspirado na Santíssima Trindade”, explica o consultor. “A ideia, com esses cursos, é ajudar novos empresários a criarem outras ‘Dýnamis’ pelo país”.

 

Valorização dos serviços geotécnicos

Lozano afirma que preservar a qualidade dos serviços de engenharia por meio da capacitação profissional e do fomento de novas empresas, é também uma forma de valorizar as empresas que já atuam nesse mercado.

“A geotecnia é jovem no Brasil, ou seja, tem apenas 60 ou 70 anos”, declara. “As próprias escolas de engenharia civil não acompanharam bem essa novidade, não entenderam a importância de ensinar que sem uma fundação bem projetada, sem obras de terra ou de contenção adequadas, nada do que será construído no empreendimento vai funcionar bem”. 

Na Academia Dýnamis, o engenheiro Mauro Lozano propaga a importância de as empresas estabelecerem um ciclo de qualidade na prestação de serviços geotécnicos. Ele conta que a própria empresa oferece aos contratantes um pacote completo de serviços geotécnicos para garantir a qualidade e a segurança da obra. 

“Qualquer obra de engenharia civil, seja pequena, média ou grande, precisa da geotecnia em várias etapas, mas essa linha de produção não é algo que a indústria da construção compreende”, comenta. “O resultado disso é a decadência na contratação dos serviços geotécnicos, que só são procurados pelo preço”. 

A fundação da ABEG em 1997, da qual o engenheiro Mauro Lozano também participou, veio para tentar superar esses desafios. “E agora a ABEG vem fazendo muito bem em lançar essa campanha para mudar a cultura de desvalorização do trabalho geotécnico”, afirma.