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Meirelles Carvalho projeta fundações e contenções especialmente para setores industriais

Dez 20 2021

Fundada em 1993, a Meirelles Carvalho é uma empresa de geotecnia que realiza projetos de fundações e contenções, especialmente para o setor industrial. Com sede em São Paulo (SP), a história da empresa está ligada estritamente a vida profissional de seu fundador, o engenheiro Luis Fernando Meirelles Carvalho.  

Na juventude, Meirelles cursou engenharia civil na Escola Politécnica da Universidade de São Paulo com professores como Milton Vargas, nome ilustre na engenharia geotécnica, pioneiro no estudo das características especiais do solos no Brasil.  Ao ingressar na carreira profissional, ele trabalhou por muitos anos na Fundasa e no departamento de projetos da Cimentos Itaú, empresa do grupo Votorantim. Nesses locais, conquistou experiência e aprofundou o conhecimento técnico necessário que mais tarde foi importante para a sua atividade empresarial. 

Na década de 1990, Meirelles decide abrir a sua própria empresa de projetos de fundações. “Foi neste período que montei a Meireles Carvalho, porque eu já não tinha mais interesse em trabalhar em empresas e pensei em montar um negócio próprio com poucos funcionários”, conta.

A empresa tem como foco em fundações e contenções. A maior parcela de clientes da Meirelles Carvalho pertence ao setor industrial de todo o território brasileiro. “Como trabalhei na Votorantim por muitos anos, acabei conhecendo muita gente da área industrial, principalmente no setor de cimentos e na área siderúrgica; por isso, nossos projetos são mais voltados a estes segmentos”, conta. 

A Meirelles Carvalho já realizou projetos para obras da Votorantim e da Companhia Siderúrgica Nacional (CSN). Além disso, a maior parte dos serviços é destinada às fábricas de cimento, principalmente devido aos conhecimentos de Meirelles sobre a área. “Fica mais fácil você contratar um engenheiro geotécnico que conheça como funciona uma fábrica de cimento do que contratar um engenheiro que não tem noção aprofundada dessa atividade”, acredita Meirelles. 

Meirelles Carvalho na pandemia

Apesar de a maioria dos clientes da Meirelles Carvalho ser do mercado de cimento e siderurgia, esses setores ficaram parados durante um período da pandemia e só voltaram aos trilhos neste ano. Por conta disso, Meirelles conta que as obras de cunho industrial projetadas pela empresa vieram de outras áreas. 

“Atualmente estamos trabalhando com a Thyssen Krupp, uma fábrica de projetistas e fornecedoras de equipamentos que eram direcionadas para fábricas de cimentos e que migrou para o setor de aerogeradores”, explica o engenheiro.

Outra mudança enfrentada pela Meirelles Carvalho foi a migração para o trabalho home office. “Trabalho em escritório e nessa pandemia a gente veio para casa e agora estamos pensando em voltar pro escritório, porém bem menor do que a gente tinha antes”, relata.

Para o engenheiro, uma das vantagens adquiridas na pandemia foi a possibilidade de realizar reuniões por videoconferência. “Realizar reuniões dessa forma facilitou o nosso trabalho porque não perdemos tempo com o deslocamento e falamos tudo o que é necessário”, afirma. 

Engenharia geotécnica e valorização de projetos

A engenharia geotécnica trabalha o solo, um material natural que apresenta variáveis de todo tipo. s Carvalho lembra que as máquinas e equipamentos disponíveis nesta área vêm registrando grandes avanços. “Quando me formei havia basicamente três tipos de fundações”, lembra o engenheiro. “Hoje em dia você tem algumas dezenas de tipos de fundações; a tecnologia mudou tudo isso”.  

Ele afirma, no entanto, que os ensaios de determinação do solo não tiveram grande avanço. “Há uma dezena de ensaios que você faz para determinar o solo, mas todos eles são pontuais”, relata Meirelles. 

Para o fundador da Meirelles Carvalho, um engenheiro de obra não tem muito conhecimento sobre a geotecnia. “Não é tanto por culpa dele, mas porque a engenharia é um negócio muito mais complexo do que se imagina, porque você tem que se preocupar com a técnica, o custo e o prazo”, opina. “O problema do engenheiro de obra é que ele está muito mais focado em prazo e custo do que propriamente com a parte técnica”. 

Em relação à engenharia geotécnica, Meirelles acredita há futuro para essa profissão. Além disso, ele considera fundamental os trabalhos de valorização das empresas de projetos geotécnicos, que vem sendo promovidos pela ABEG. “Vejo que esta campanha está surtindo efeito”, diz o engenheiro. “A ABEG teve muitas adesões de novas empresas associadas nos últimos meses, o que é uma novidade importante”.

 

 

As colocações dos representantes das empresas associadas à ABEG são pessoais e não refletem necessariamente a opinião da entidade ou dos dos demais associados.

 

 

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