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MG&A: quase 6 mil projetos em 32 anos de atuação

Jul 21 2021

A MG&A Consultores de Solos é uma empresa de consultoria que projeta fundações, contenções e terraplanagem para diversos tipos de obra. A maioria dos serviços realizados pela empresa é destinada ao mercado imobiliário. A MG&A realiza, no entanto, projetos geotécnicos para plantas industriais, escolas, hospitais e outras.

Com sede na capital paulista, a MG&A foi fundada em 1989 pelos engenheiros Mauri Gotlieb, Ilan Davidson Gotlieb e Ivan Joppert Jr. A parceria surgiu de uma relação de trabalho construída entre os três no âmbito da MAG Engenharia, empresa especializada no campo da mecânica dos solos e da engenharia de fundações. Mais tarde, Joppert Junior deixou a MG&A, para fundar a sua própria empresa na mesma área.

Ilan Gotlieb acredita que o conhecimento e a experiência da MG&A são os principais diferenciais da companhia. A empresa oferece acompanhamento técnico das obras projetadas para assegurar que tudo seja feito conforme o projetado. “A nossa presença é para que o projeto que foi previsto no escritório esteja sendo feito adequadamente no canteiro, ou ser ajustado quando necessário”, afirma Gotlieb.

Em 32 anos de atuação, foram mais de 5,9 mil projetos realizados pela empresa. Um dos mais marcantes envolveu uma obra de grande porte para a companhia Vale, no estado do Maranhão. Ilan Gotlieb explica que a MG&A projetou tombadores de vagão que são utilizados para transportar minérios. Esse é um tipo de equipamento que exige escavações profundas e grandes estruturas de contenção.

Além disso, a consultoria já fez projetos para shoppings centers e outros empreendimentos no setor imobiliário. “Não há algo específico que eu destacaria, mas felizmente nesses anos todos de atuação, já fizemos muitas coisas, sempre com sucesso, o que é o mais importante”, conta Gotlieb

MG&A na pandemia

Desde o início da pandemia, todos que trabalham na MG&A passaram a trabalhar em casa, remotamente. Ilan Gotlieb conta que os engenheiros e desenhistas conseguiram se adaptar a essa situação. Ele diz que os funcionários administrativos encontraram dificuldades na realização de algumas tarefas. Apesar disso, todos conseguiram seguir firme durante todo esse período.

Gotlieb conta que realizar reuniões virtuais tem funcionado muito bem, uma vez que agora não há mais a necessidade de deslocamento para encontrar os clientes. “A gente podia ficar uma hora no trânsito para participar de uma reunião com dez ou quinze minutos de duração”, conta Gotlieb. “Agora você se ocupa com uma reunião apenas no momento que foi necessário, o que a torna menos custosa e onerosa.”

Apesar do ganho de tempo em algumas situações, a pandemia atrapalhou um serviço que a MG&A considera essencial: o acompanhamento técnico das obras. Essas visitas continuaram acontecendo com todos os cuidados necessários, porém com uma frequência menor devido ao risco de contaminação.

Além de ter afetado esse serviço, o engenheiro conta que o medo de contrair o vírus era constante. “Apesar de realizarmos todos os cuidados, sempre estávamos em contato com outras pessoas que podiam trazer o problema do vírus”, relata Gotlieb. “Felizmente, ninguém do nosso escritório foi contaminado, mas o risco continua existindo”.

Perspectivas no mercado

Na avaliação de Gotlieb, a construção civil é o primeiro setor a parar em uma crise. Ele conta que nos anos anteriores à pandemia, a empresa sofreu com essa situação. A construção civil havia passado por um boom e logo em seguida por uma recessão econômica. “Tanto o mercado imobiliário, quanto as obras industriais pararam, então para todos nós da área de projetos e consultoria foi tempo de vacas magras”.

Durante a pandemia, os serviços da MG&A cresceram e aceleraram, diferentemente do que seria esperado em uma época atípica. Para o diretor da empresa, isso aconteceu principalmente porque a área de construção civil foi considerada atividade essencial. As obras não pararam e novos projetos continuaram surgindo.

Apesar do crescimento registrado no período, Gotlieb afirma ter preocupação em como a pandemia pode continuar afetando a economia, uma vez que o desemprego e a crise em outros setores podem diminuir a compra de moradias, o que poderia afetar a construção civil e gerar um efeito em cadeia para os demais segmentos.

Valorização das empresas de consultoria e projeto

Segundo Ilan Gotlieb, é natural lidar com clientes que tentam conseguir um valor mais barato nos projetos. Ele pontua que o trabalho de um engenheiro geotécnico deveria ser mais valorizado, pois projetar fundações envolve muita responsabilidade. Ele aponta que esse problema é algo histórico no Brasil e teve início por volta da década de 1980. “Nesse período, o número de escritórios especializados em projetos e consultoria começou a crescer e a concorrência ficou maior”, explica Golieb.

“Talvez, como eles não tinham a oferecer a experiência e os longos anos de projetos de escritórios mais tradicionais, eles tinham que vencer a concorrência com o preço”.

Para o engenheiro, isso gerou mais demanda para os novos escritórios, mas, em contrapartida, deixou o mercado acostumado com uma precificação menor em projetos desse porte. “A gente tem muita dificuldade de voltar a valores mais justos. Queremos ser justamente remunerados por conta da responsabilidade que os nossos projetos carregam”, completa Gotlieb.

A ABEG foi criada para enfrentar situações desse tipo, conta Ilan Gotlieb. Ele relembra que a Associação Brasileira de Mecânica dos Solos e Engenharia Geotécnica (ABMS) foi convocada pelo Instituto de Engenharia para participar de um programa para criar tabelas de honorários no ramo da engenharia civil. Como a ABMS tem um viés mais técnico e acadêmico, Gotlieb conta que a instituição solicitou que os associados que tivessem empresas de projetos participassem dessas reuniões em nome da ABMS. “Por isso, criamos a ABEG em 1997”, diz.

Gotlieb reconhece que é difícil mudar essa situação. Para mudar essa realidade, um bom caminho é educar o mercado em torno da importância dos trabalhos realizados por empresas de projetos e consultoria.

“Esse é o grande trabalho da ABEG”, diz Ilan. “Estamos fazendo uma boa divulgação, uma boa comunicação, de modo a propagar a nossa imagem e a mostrar ao mercado a importância do que fazemos”, afirma Gotlieb. “Isso vai entrando na cabeça dessas pessoas e elas começam a entender que é um trabalho digno e importante, e por isso deve sempre ser justamente remunerado”.

Outro possível caminho, acredita Ilan Gotlieb, é o diálogo constante entre todos que estão no mesmo nicho. Conversar sobre custos e serviços abre caminho para que se defina uma base mais justa de valores profissionais.

 

 

As colocações dos representantes das empresas associadas à ABEG são pessoais e não refletem necessariamente a opinião da entidade ou dos dos demais associados.

 

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