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Profissionalismo e generosidade marcaram a vida de Marcos Lima Verde Guimarães, da MAG Projesolos

Mar 11 2021

Marcos Lima Verde Guimarães era um amigo leal, um profissional experiente e dedicado e, acima de tudo, uma pessoa de grande generosidade.

Diretor da MAG Projesolos Engenheiros Associados, partiu na noite do dia 6 de março, aos 83 anos, vítima de complicações do coração. Marcos Guimarães é lembrado com admiração por quem o conheceu, como é o caso do engenheiro Mauri Gotlieb.

Mauri Gotlieb, sócio-diretor da MG&A Consultores de Solos, foi amigo de longa data de Marcos Guimarães. Formaram-se juntos em engenharia civil, em 1964, na Universidade Presbiteriana Mackenzie e especializaram-se ambos na área de geotecnia. Gotlieb conta que Guimarães atuou por anos em obras de barragens pela Camargo Corrêa antes de fundarem juntos, em 1969, a MAG Engenheiros Associados, que veio a se tornar a MAG Projesolos Engenheiros Associados tempos depois. (Na foto, o engenheiro Marcos Lima Verde Guimarães em 1964).

“Enquanto atuávamos em outras empresas, tive a oportunidade de tocar uma grande obra, mas precisaria de ajuda”, conta Mauri Gotlieb. “Logo convidei Marcos para enfrentar este desafio comigo e ele prontamente aceitou. Em seguida, nos desligamos das empresas em que atuávamos e fundamos, juntos, a MAG, que traz as iniciais dos nossos nomes”.

A parceria perdurou. Trabalharam juntos por 20 anos. “Marcos era um excelente profissional, muito sério, responsável e competente”, diz Gotlieb. O encerramento da sociedade aconteceu em 1989, com a fundação da MG&A Consultores de Solos, liderada por Gotlieb. “Foi uma separação amigável, sem rancores, sem processos”, brinca o engenheiro.

Guimarães e Gotlieb foram assistentes do professor Alberto Henriques Teixeira, grande nome da geotecnia nacional, na Faculdade de Engenharia da Universidade Mackenzie, em São Paulo. A experiência no magistério os levou a lecionar por mais de vinte anos na instituição, conta Mauri. Depois do Mackenzie, passaram a dar aulas na FAAP - Fundação Armando Alvares Penteado por vários anos.

A pessoa de Marcos Lima Verde Guimarães


Marcos era querido por todos os colegas da faculdade e fazia amigos rapidamente. Festivo, gostava das confraternizações. Participava com dedicação dos campeonatos de futebol em que jogava pelo Mackenzie com os colegas. “Ele era alto, tinha 1,85m. Jogava como zagueiro”, lembra Mauri, “e jogava muito bem para um amador!” (Na foto, Marcos Lima Verde Guimarães reunido com colegas de faculdade, em 2018).

Gotlieb conta que sua altura, inclusive, chamava a atenção das pessoas. “Ele era grandão, falava em tom forte. Mas tinha um coração mole, ajudava todo mundo. Era muito solidário, muito generoso”.

Já graduados, os animados jantares que reuniam a turma de formandos de 1964 eram compromisso anual. E a vida seguia. Marcos casou-se com sua namorada de faculdade, teve dois filhos e com ela viveu por mais de 50 anos.

Porém, cerca de dois meses antes de seu falecimento, sua esposa partiu. Desconfiam os colegas mais próximos que a perda de sua companheira - por quem era apaixonado desde a juventude, segundo Gotlieb - o abalou profundamente, a ponto de seu estado de saúde ter-se deteriorado da forma acelerada depois disso.

Marcos Lima Verde Guimarães partiu numa noite de sábado, vítima das dores do coração. Mas deixou um grande legado, de conhecimento técnico e de valores humanos, entre seu círculo de amigos, colegas e ex-alunos.

 

(Imagem: oatawa/iStock.com)

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